domingo, 29 de maio de 2011

1995

Mil novecentos e noventa e cinco, é ai que começa a história.
Eu devo ter nascido sorrindo, só pode ser essa a explicação pra tanta gargalhada solta no ar, sorrindo sozinha, sorrindo a toa, chorando a toa, choro sem ao menos saber o porque, essas lagrimas que talvez criaram com o passar do tempo esse meu olhar profundo, talvez as lagrimas tenham o poder de me renovar.
Vou indo e vindo o tempo todo, como um andarilho, como um sem teto, mas se não tenho teto é porque não quero, porque gosto de viver assim livre, gosto mesmo é de ver o sol nascer, gosto de estar sozinho, e rodeado de pessoas, gosto de aparecer, gosto mesmo de me envolver.
Posso parecer estranha, alias, acho que sou mesmo diferente, diferente porque quero, ainda tenho todos os dentes. Minha carência é vista de longe, minhas paixões jamais consegui esconder, sempre solto frases comprometedoras, querendo mesmo me comprometer, não sou a mais fofa criatura, nem a mais inteligente, eu sempre me vejo perdida nas loucuras que se passam em minha mente.
Aquela louca timidez vai embora assim que vejo um sorriso, mesmo amarelo, que me recepcione bem. Pode parecer que eu não ligo, mas cada coisa que respiro me faz ficar horas a fil pensando em ser igual, deixar de ser diferente é minha proposta final.

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