segunda-feira, 22 de novembro de 2010

S2


Vamos tentar despistar, controlar nosso coração ao ver o outro, vamos manter o controle da mente. É assim, ao te ver, meus olhos brilham, ao te ver não controlo o meu sorriso, ao te ver, perco a vontade de fazer qualquer coisa que não envolva você, tua voz, os teus olhos, o teu sorriso, teu jeito de andar e o jeito que me abraça...E tudo parece tão perfeito, e tão irreal, tudo tão inesperado. Mas quando acho que tudo está indo bem, eu só posso dizer que te amo, e dizer que estarei sempre aqui, seja como for.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Verdades


Vou parar um pouco com essa mesmice de não saber, e não saber, vamos as certezas da minha vida... Bem, eu nasci, eu cresci, cresci bastante, sou bem grande, as vezes acho que até grande de mais, eu já chorei muito, porem já sorri infinitamente mais, já derramei lagrimas de alegria, e já sorri pra não desabar na frente de todos, eu já aprendi muita coisa, muito pouca coisa perto do que ainda pretendo aprender, eu já comi pão, bolachas, lasanhas, algumas pessoas, eu gosto de beber, isso sim é uma grande certeza, eu gosto da tecnologia, eu sou diferente da maioria das pessoas, na verdade, eu sou igual a todo mundo, só tenho um pouco mais de coragem que os demais, e assumo minhas atitudes, vou atrás do que tenho vontade. Outra super verdade é que eu nasci do espermatozóide do meu pai, que foi pro óvulo daminha mãe, fecundação, sexo, gosto bastante te sexo também, mas não é o mesmo sexo dos meus pais, o meu sexo e diferente, gosto de meninas, uma por vez, duas, três... Eu adoro o ambiente escolar, eu gosto de provocar, e como gosto, adoro que duvidem de mim, odeio ser contrariada, erro com freqüência as palavras, os acentos, porque errar é humano. Eu costumo falar na cara, mas se precisar eu sei mentir, eu tenho uma melhor amiga, e tenho milhões de paixões, sou viciada em refrigerante, do signo de capricórnio, do mês de Janeiro, da cidade de Joinville, eu sou chata pra caralho, eu faço amizade fácil, eu odeio competir, eu sou extremamente possessiva, e me magôo com uma facilidade impar, eu tenho medo de algumas coisas, a acho que até algumas fobias, tipo sangue, tenho terror a filmes de terror, tenho espinhas na testa, sou gorda, e eu amo a minha mãe, amo xingá-la, eu tenho um pai, que nunca foi muito presente, ele mora comigo, acho que sempre fez muito bem o seu papel de pai, um pai ausente, na verdade não lembro muito bem da minha infância, as vezes formulo videosinhos na minha cabeça do que os outros me falam sobre o meu passado, as vezes invento alguma coisa, tenho uma criatividade razoavelmente grande e tenho uma vida boa, eu sou uma menina, não muito feminina, sou uma menina meio macho, tenho o apelido de Maisão, acho que isso explica tudo.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Vinte e nove de outubro de dois mil e dez.


Foi assim, deixa que eu conto, a gente chegou no aeroporto, tinha um avião pousando, ficamos na expectativa de ver uma pessoa pequena, cabelos compridos, pequena, com um mochilão nas costas, pequena, e pequena, foi quando eu disse “ela vai estar de xadrez”, eu não sabia disso, ninguém tinha me informado, foi minha intuição, aquela coisa de sexto sentido, eu acho, não sei, não entendo muito bem disso, deve ser porque não sou bem mulher. Ficamos as três, eu, minha mãe, que cada pessoa que saia do avião, independente de raça, cor, tamanho, sexo dizia “É ELA”, e minha melhor amiga ali, vidradas na escadaria do avião, era um avião da Gol, e eu não sabia qual era a companhia aérea dela, na verdade, já deu pra perceber que eu não sabia de nada né, pois é no dia anterior a vinda, iríamos conversar, combinar algumas coisas, mas ela resolveu sair, e deixar o celular em casa, acho isso muito legal quando se vai viajar no outro dia cedo, liguei pra casa dela e a Dona Ira atendeu, “posso falar com a Jéssica?” Quase um minuto, e depois de muitos berros, ela descobriu que Jéssica não estava em casa, e que o celular dela estava ali, tocando em cima da mesa, sim, eu estava ligando.Tudo bem esperei ela voltar e resolver falar comigo, ela foi, mas ai, tinha coisa melhor pra fazer, as unhas deviam ser pintadas, o que importava que ela viria pra uma cidade estranha? Com pessoas estranhas? Um lugar estranho... Então, desceu todo mundo daquele avião, chegamos a conclusão de que não era o vôo dela, subimos, descemos, andamos pra lá e pra cá, até que pousa outro, da Tam agora, uma multidão de quase cinqüenta pessoas ali, esperando seus familiares, amigos, e seja lá o que for, eu me enfiei no meio de todo mundo, parei do lado de uma freira, até que vi uma mine pessoa descendo as escadas, calça jeans, blusa branca, e um casaco xadrez, o xadrez que eu tinha previsto, um ray-ban no rosto... Não fui só eu, depois de ter visto obrigadamente dez mil vezes o álbum dela minha mãe a Nicole também conseguiram reconhece-la, eu não sei, eu travei, só lembro de ouvir um “abre esse cartaz” saindo da boca da minha mãe, e eu abri o cartaz, de ponta cabeça, e virei, vi ela rindo, mas eu ainda estava paralisada, fomos pra porta do desembarque e eu travada, andando de um lado pro outro, até que vem ela, puxando uma mala, a mochila nas costas, com o óculos na cabeça, “Isso não é uma pessoa, é um anão” Foi o que eu consegui falar na hora, dei um super abraço, do tipo, ‘não me solta nunca mais’, e soltei, minha cara de pastel deve ter sido a melhor, eu continuava travada, nunca travei tanto na minha vida, minha mãe e a Nicole bancando as simpáticas, não, elas não são simpáticas, depois de alguns minutos, a gente entrou no carro, e estávamos indo rumo ao centro, eu não fazia nada alem de gagagagagagaguejar e tremer, mas como eu tremia, senhor. Não lembro muito bem o que falamos no carro, não lembro muito bem o que falamos depois, não lembro bem quando foi que eu destravei. Não queria comentar que tivemos que tomar suco porque não tinha cola-cola no Mc, nem que o shopping pegou fogo, e nem que quando eu ia abraça-la involuntariamente minha mão parava no peito dela. Na verdade tem muitas incomentáveis, que eu nem vou comentar...