Eu com uma xícara de café, um café aguado, meio sem gosto depois de um cigarro e uma bala de menta. Um gole do meu café, um suspiro, uma música ao fundo. Com a pior roupa que eu poderia vestir, e me sinto tão bem, bem, não como se tudo fosse perfeito, mas transformando os atos errôneos em coisas bonitas, e transformando o mal visto em algo que me faça sorrir, quase não se ouve a música tocar, quase não sei eu o que falar, meu corpo quente, os pés descalços, e nesse momento nada mais importa, já é tarde, já não me vejo fora de casa, já não sinto o vento no meu rosto, e o sereno que me faz tão bem fica lá fora, na cabeça de outro, o vento faz outra pessoa se sentir livre, a música toca em outra cabeça detraída, o coração acelera novamente, lembrando-se que o sereno logo vai embora, o pensamento gira, e sai do lugar, destrói a beleza da noite, o café já esfriou, e é hora de dormir.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
café
Eu com uma xícara de café, um café aguado, meio sem gosto depois de um cigarro e uma bala de menta. Um gole do meu café, um suspiro, uma música ao fundo. Com a pior roupa que eu poderia vestir, e me sinto tão bem, bem, não como se tudo fosse perfeito, mas transformando os atos errôneos em coisas bonitas, e transformando o mal visto em algo que me faça sorrir, quase não se ouve a música tocar, quase não sei eu o que falar, meu corpo quente, os pés descalços, e nesse momento nada mais importa, já é tarde, já não me vejo fora de casa, já não sinto o vento no meu rosto, e o sereno que me faz tão bem fica lá fora, na cabeça de outro, o vento faz outra pessoa se sentir livre, a música toca em outra cabeça detraída, o coração acelera novamente, lembrando-se que o sereno logo vai embora, o pensamento gira, e sai do lugar, destrói a beleza da noite, o café já esfriou, e é hora de dormir.
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